terça-feira, 26 de abril de 2011

Na escuridão, tenho fé

Cavalgue! Cavalgue para trevas, rejeitado.
Da glória às cinzas! Das cinzas à glória!
Amado e não amado! Aceito e negado!
É assim! Um dia tu és o escolhido.
No outro dia o rejeitado!

 Sem respostas e palavras, está ai,
amaldiçoado pelo sentimento, assim vc ficou.
Oh, cavaleiro! Novo caído. Maldito!
Por amor tu lutou! E por ele se arruinou!
Quem és tu agora? Cria das sombras...
Onde está sua honra? Seus feitos?
De que adianta o que é contra o soberano?

Cavalgue. Cavalgue para bem longe, desonroso.
E veja como tu és insignificante! Perdedor!
De vitórias para a derrota. Tua história manchou!
Da luz para as trevas abandonado está,
para assim esquecido, pelo seu amor, ficar!

Acredita ainda no amor? Tolo fantoche.
Olhe para vc! Cavaleiro da armadura morta!
Cadê seu brilho? Ela nem sabe que tu existe mais!
Não vê sua tristeza! Sua dor...
Por que tem ainda esperança?

Ah, vc a ama de verdade! Certo?

Tu és tolo! Dá o sentimento mais puro
em troca da ausência de quem mais deseja falar.
Ela não se importa cavaleiro! Se importasse
tentaria estar contigo!

Caia por um amor não correspondido!


Vc está ai, parado, me encarando com esse seu olhar!
Diga-me, cavaleiro. Por que ainda quer tentar?

- Por ainda acreditar! E não importa o que ela faça, 
eu sei, que um dia nessa vida ela me olhou, e amou.
- E por ela, demônio! Eu sempre vou esperar!
- Por que não importa as trevas que vc joga em mim
ou as palavras profanas que me diz!
- Ela sempre... sempre será a mulher, 
que nessa vida ou outra ao seu lado vou desejar estar!
 - Pois ela... 
é a única mulher, 
que sempre vou ousar amar!

Um comentário:

  1. Ajoelhado no campo de batalha. O cavaleiro se apóia em sua espada! Nos seus últimos suspiros ele olha chorando, e em pensamento ele diz: "Vale a pena acreditar!" E assim levanta, ainda ferido, para mantêm a esperança e lutar!

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