domingo, 10 de abril de 2011

Sempre

Sempre quis subir até lá!
Mas dizem ser condenado.
Que tolo seria eu, se da minha curiosidade
trancar por superstições. Pelo que dizem.
Me seguram. Imploram.
Não acredito em tolices! E assim eu vou.
Subindo lentamente degraus de pedra
manchados com o tempo.
Passo a passo, pouco importo.
Tudo que quero é tudo. Que medo tem nisso?
Sorrindo vou... ouvindo gritos suplicantes de volta.
O que preciso é o agora.
E o que quero é viver de glórias. Desses
segundos que todos tem medo de arriscar.
Estou chegando. E a ansiedade conduz
o ritmo das minhas batidas. Meus passos.
Olho para trás e vejo ninguém mais.
Andei tanto assim?
Tenho tudo! Mas quero mais...
mais...
Estou chegando na porta. Velha. 
Comida por anos e anos de segredo.
O que tem aqui dentro?
Sem medo seguro a maçaneta. E a giro.
O tempo segura a velha porta. Mas estou aqui.
Querendo minha glória, tudo que estiver lá dentro.
Jóias? Dinheiro? Algo de valor? Tudo meu!
Qual é o tesouro trancado aqui dentro
que faz todos temerem? Eu quero!
Que faça minha vida. Eu entro!
Este é meu tempo! Minha liberdade!
Entro esperando meu prêmio.
Mas não tem nada!
Completamente vazia!
Que tesouro é esse?
Cadê minhas jóias? Meu dinheiro?
O vazio me cerca.
E assim sou abraçado por ele.
Esse é o tesouro que quem busca isso ganha.
O vazio interior.


A porta se fecha...
... e minhas escolhas também!

Um comentário:

  1. Mais tarde posto um falando de amor... e tentando mostrar o que é o que sinto para quem amo. Para quem sabe um dia ela ver que estou por ela aqui... sempre por amar ela. Torcendo para ela acreditar nisso.

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