segunda-feira, 29 de agosto de 2011

O cavaleiro, parte 12: Sangue e glória



O cavaleiro rapidamente parte para cima daquele que o está impedindo de prosseguir com sua missão! O Cavaleiro negro avança em silêncio, deixando a música da sua lâmina cortando o ar falar por você! Você pode ver toda a vida emanando do cavaleiro a cada golpe, a cada grito de raiva. O silêncio da vida com apenas o barulho da armadura velha se ouve vindo do Cavaleiro negro. A ausência de emoção, deixando apenas essa marionete guiada por forças maior, impedir o cavaleiro de completar sua jornada. É a maior batalha enfrentada pelo cavaleiro. Cavaleiro de glórias! Que marchou em violentas batalhas! Foi para o inferno e voltou! Ele não sabe o que é ter mais medo! Ele acredita novamente no que busca, e isso completa ele, assim como o dia se completa com a noite. O cavaleiro avança, golpeando mais e mais forte seu oponente! O Cavaleiro negro parece pouco se importar. Muito menos se cansar com cada golpe agressivo que o cavaleiro possa dar! A floresta aos poucos vai sumindo com os cavaleiros cruzando nessa batalha o lugar. E um castelo ao fundo aparece! E é o lugar que a voz chama o cavaleiro para lá estar. O cavaleiro percebe isso! E continua avançando aumentando mais e mais sua fúria. Mais e mais sua determinação e força de vontade. O Cavaleiro negro aos poucos recua! Não por estar perdendo. Mas querendo ver realmente o que esse amor do cavaleiro pode causar. O cavaleiro está tomado pela força de vontade que os heróis de antigamente tinham em seus contos. E quase em frenesi, o cavaleiro avança gritando: "Saia do meu caminho, cavaleiro abissal! Nada irá me parar nessa jornada que ouso enfrentar!". O Cavaleiro negro em um silêncio cadavérico continua se defendendo. Dançando mimicamente a cada passo que o cavaleiro faz para lutar. Qualquer movimento feito pelo cavaleiro é copiado por seu inimigo. A fúria do cavaleiro aumenta a cada golpe defendido! A cada passo dado em direção ao castelo, que a voz continua a chamar. A batalha está sendo de um atacando e outro se defendendo. O Cavaleiro negro em silêncio dança com sua espada em combate. A cada movimento dado, o canção da espada ecoa pelo lugar. O cavaleiro está cansando! Sua vontade poderia desafiar até os deuses! Mas seu corpo faz dias que está sendo exigido arduamente, e isso pesa para continuar. O cavaleiro sabe disso, mas tira desse amor forças para dar mais um golpe, mais um passo em seu objetivo. Sem pensar, sem questionar. Ele busca a glória nessa luta que ele sente e acredita poder realizar. A cada golpe, a voz penetra mais e mais no seu coração. Mas ele está no seu limite! Como matar algo já morto? O cavaleiro pensa! Eis então que ele se ajoelha exausto! E ultrapassando o limite que um corpo pode aguentar! O cavaleiro negro finalmente abaixa a guarda e solta sua mórbida voz: "Finalmente enxergou seu limite! Você jamais irá passar! Eu sou seu medo! Eu sou sua fraqueza! Eu sou a sombra que você sempre tenta iluminar!". O cavaleiro olhar sem entender o que o Cavaleiro negro diz tentando se levantar. "Admita seus erros! Admita que errou diante desse amor! Isso o faz fraco! Isso o faz sempre questionar se será bom! Se ela confiará novamente em você!" diz o cavaleiro negro parado na frente do então ajoelhado cavaleiro. "O que posso fazer se tenho esse medo? Tento ser algo melhor! Tento acertar, mas sempre sou visto errando, sendo culpado de algo! Eu voltei por acreditar, e mesmo assim sempre questionado vou estar!" gritando com o último fôlego que tinha! "A questão não é tentar ser melhor! É tentar ser você mesmo!" ... ... ... "Eu sei que não sou perfeito! Eu sei que errei muito nessa jornada por esse amor! Mas estou aqui por realmente amar! Sinto muito por não ser o que não posso dar!" diz o cavaleiro quase chorando! " Ai que você se engana cavaleiro! Com isso que você acabou de dizer, você provou exatamente o que precisa para continuar!" E aos poucos a figura mórbida do cavaleiro negro começa a desaparecer no ar. E as portas do castelo começam a se abrir lentamente. O cavaleiro sem forças, lentamente vai se erguendo, e começa a caminhar para dentro do castelo seguindo a voz. Ele avança pelos corredores e escadas do castelo, até chegar em um quarto. Ouvindo os sussurros em seu ouvido ele para diante de uma caixa. E ao abrir, começa a ouvir uma canção! A canção vinha da caixa, mas parecia ser do seu amor, dizendo as palavras para confortar. E uma voz diz bem baixinho no seu ouvido: "Eu deixo você tentar! Não desista de me amar!" O cavaleiro vê que tem um colar dentro da caixa, e começa a sorrir e a dar risada... e essa felicidade começa a dar cor no lugar! A dar vida nessa região escura por uns segundos. O cavaleiro segura bem forte o colar e olhando pela janela do velho castelo, ele ouve ela chamar... e sabe que essa jornada para conquistar seu amor, apenas está por começar...

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