sexta-feira, 16 de setembro de 2011

O cavaleiro, parte 17: Rumo a morte, ou a glória!




Finalmente a noite passou! E o cavaleiro nem conseguiu descansar pensando nesse silêncio repentino que está dentro dele. Temeroso com a possibilidade de seu amor o ter abandonado, o cavaleiro se prepara para a viagem para um lugar desconhecido para salvar a filha do rei. O cavaleiro não se sente triste assim, desde que tirou sua vida no desespero de perder esse amor. E vendo agora o silêncio que está novamente dentro do seu coração, fica preocupado com o que pode estar acontecendo. Ou se seu amor parou de acreditar. Ele só conseguirá o que procura depois que conseguir cumprir sua missão. Só assim a localização de sua amada continuará. Ele se sente triste, mas precisa continuar! Ele se sente vazio... e assim vai se preparando. Saindo do seu aposento ele se sente perdido no lugar. Perdido no tempo sem essa luz que o iluminava, ele vai descendo as escadas do castelo. Ouvindo as pessoas desejando vitória e glória para o cavaleiro em sua missão. Antes de sair do castelo se dirigindo onde o grupo de cavaleiros está, ele encontra o rei. Os dois se olham com aquele olhar de esperança, mas sabendo que falta algo dentro deles. E isso no momento está longe de realizar. E sem falar nada o cavaleiro sai. O cavaleiro quer devolver a felicidade para o rei. O rei está morrendo sem sua filha. O cavaleiro sabe disso por que ele está morrendo sem seu amor também! Os cavaleiros esperam o cavaleiro arrumar sua fiél montaria, que está a jornada inteira ao seu lado. Sem questionar, apenas o seguindo, acreditando no que o cavaleiro sente e busca. O cavaleiro enxerga nos olhos dos outros cavaleiros a coragem e esperança que depositam nele, depois da batalha na caverna. Todos estão contando com ele. Até seu amor que em silêncio está, ainda o espera. Mas o cavaleiro se sente tão vazio sem as palavras de seu amor. Ela o fortalece! O faz sentir vivo! O cavaleiro sente seu amor querendo explodir. Ele deseja gritar de agonia por esse silêncio. Sem esse apoio de seu amor. Ele coloca o elmo escondendo as lágrimas que saem sem parar de seus olhos, e começa a marchar! Ele não sabe para onde está indo, mas acompanha os outros cavaleiros esperando completar sua missão. Conforme vai perdendo o castelo de vista, o cavaleiro imagina se seu amor está pensando nele. Se simplesmente o esqueceu. Ele tem medo! Talvez esse seja o maior medo que cerca o cavaleiro, perder a pessoa que ama! Os cavaleiros estão tentando esconder o medo. Eles sabem que talvez não retornem mais! Ainda mais por que eles são apenas cinco. Cinco corajosos cavaleiros que juraram fazer tudo pelo reino. Mas a possibilidade de nunca mais retornar; retornar para as pessoas que ama é grande. O cavaleiro não tem nada! A única coisa que ele deseja está em silêncio, como se tivesse ido embora. E isso faz o cavaleiro estar mais morto do que antes esteve quando foi para o inferno! Ele olha o silencioso colar. Imaginando seu amor... desejando estar com ela é o que pensa apenas. Mas para isso precisa salvar a filha do rei e assim pegar seu prêmio. O bracelete indicará o próximo lugar para seguir, o lugar onde seu amor está talvez. E é essa a força que o faz continuar, mesmo com seu amor sem nada falar. Ele fica está preocupado! Não sabe o que acontece... se ela está bem...  ele lembra que amanhã é o aniversário dela! E se sente culpado por não estar com ela. A insegurança toma forma ao seu lado... e ri do seu medo de perder ela! Dizendo coisas que o deixam mais perdido ainda... mais triste. Ele continua seguindo em frente, sabendo que o que o mantêm vivo e forte é justamente esse amor e sentimento que tem por ela. A jornada é longa! E os cavaleiros sempre quando cai a noite param para se recuperar. Os caminhos que eles atravessam são vazios... como se só eles existissem no lugar. As lembranças do castelo ficam mais e mais escuras nos cavaleiros, que começam a perder a noção do tempo ou espaço que estão nessa jornada. O cavaleiro fica em silêncio ouvindo as conversas dos outros, deitado apenas pensando no seu amor. Ele sabe que deve faltar uns dois, talvez três dias até chegar na região que eles acreditam estar presa a filha do rei. Ele não sabe quanto tempo cavalga. Quase um mês acredita! E nesse tempo todo, sua insegurança assombra ele dia e noite, mas em vão. O cavaleiro se mantêm firme na esperança desse amor. Nas esperança que uma palavra seu amor vai deixar! Nos últimos dias de viagem até o lugar que eles querem chegar, os cavaleiros estão se conhecendo. Cada um contando suas histórias e façanhas. O cavaleiro conta a história de seu amor! A história de como a conheceu e instantaneamente se apaixonou. De como ela o amou. Os erros que cometeu levando ele ao inferno. E sua volta acreditando nesse amor, sem desistir desta vez. Cada um contando histórias de glória, tristeza, saudades... esse tempo todo de jornada está colocando eles mais próximos. E isso que precisa, por que não sabem o perigo que está por vir, e a união deles pode ser a peça principal nisso! Esses últimos dias eles já avistam a região que precisavam chegar. Ela lembra muito o inferno nos olhos do cavaleiro. Os outros nunca viram algo assim, e o medo é facilmente visto em cada olhares. O cavaleiro não tem medo... o que poderia acontecer de pior ele já vive, que é o silêncio de seu amor! "Irmãos!  Quando chegarmos lá, talvez não retornaremos! Mas devemos sempre acreditar em cada coisa que fazemos! Acreditamos! E ter fé que nossos esforços darão resultado! Não temem a morte! Eu luto por algo que acredito, que amo! Se eu morrer agora, morrerei feliz das minhas ações! Da minha busca!" dizendo o cavaleiro firme, tentando elevar a estima dos outros cavaleiros. "Lutem com o coração! Com sua fé e esperança! Que não existirá maior glória nessa vida! Juntos irmãos vamos vencer! Juntos vamos marchar para a glória!" Levantando a espada, sendo seguido dos outros cavaleiros! "Nós vamos te salvar princesa... e amor, me dê sua força! Me dê sua esperança! Me mostre que ainda acredita nesse amor...  fale comigo!" falando bem baixinho o cavaleiro olhando para a amaldiçoada região que estão para adentrar!

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