terça-feira, 20 de setembro de 2011

O cavaleiro, parte 18: Um passo de cada vez



Eles são cavaleiros fortes! Talvez os maiores do reino que querem tanto salvar. O cavaleiro não esperava entrar novamente em uma guerra depois do massacre que a última o fez participar. Mas ele sabe que essa é diferente. Essa é uma guerra contra um verdadeiro inimigo. Inimigo da vida... de tudo que respira em todo lugar. Os cavaleiros vão descendo uma estreita abertura que liga com a negra região. Os cavaleiros estão todos atentos para qualquer coisa que pode acontecer, e a cada passa dado, mais escuro fica. Como se fosse outro mundo que estivessem entrando. E realmente, aquele mundo, ninguém em vida iria presenciar. Os cavaleiros estão em silêncio, atentos ao menor ruído que pode o lugar dar. O cavaleiro está inquieto, lembrando dias de uma batalha que ele quer esquecer tentar. É escuro... apenas com silhuetas desenhando cada objeto do lugar. E os cavaleiros percebem que sozinhos, ele não estão. Existe uma estrada desenhada por tochas que são a pouca iluminação que eles tem. E isso de certo modo afasta o que quer que seja deles. Um dos cavaleiros alerta os outros sobre isso: "Isso afasta essas coisas de nós! Fiquem na luz!" As palavras dele, fazem o cavaleiro lembrar de quando esteve no inferno. Quando a único coisa que o manteve vivo, foi sua esperança e amor. O cavaleiro sabe que seu amor está em silêncio, mas sabe mais ainda que o que ele sente por ela, é mais forte que qualquer coisa maligna que esse lugar pode dar. Os sons do que os espreitam aumenta, e um forte e grave som pode se ouvir por todo lugar. Os cavaleiros continuam seguindo a estrada feita pelas tochas, que estão espantando as criaturas do lugar. Eles estão alertas! Eles sabem que elas estão acompanhando cada passo deles. E só está aumentando mais e mais as criaturas. A estrada é estreita, assim como a pequena passagem da entrada. Um dos cavaleiros acidentalmente derruba uma das tochas. E a estrada lentamente começa a se apagar. Um barulho ensurdecedor inflama no lugar e o cavaleiro que derrubou a tocha é atacado, e levado para as sombras, para assim nunca mais voltar. Os cavaleiros assustados com o que acabam de ver, começam a acelerar o passo, tentando acompanhar as lentas tochas que estão começando mais rápido apagar.  O cavaleiro não quer olhar para trás... mas sente os dedos do das criaturas mais próxima chegar. O desespero dos quatro cavaleiros aumenta conforme as velas vão apagando. Os cavaleiros tentam acertar a coisa, mas em vão. A estrada parece nunca ter fim, mas existe uma pequena entrada logo adiante e os cavaleiros disparam mais e mais em direção dela. Quando os quatro cavaleiros cruzam a entrada, parece que eles cruzaram para outra dimensão! O então lugar escuro, foi tomado por uma luz fortemente cegante, que aos poucos diminui e permite cada um deles enxergar. Os cavaleiros não entendem o que aconteceu, mas entenderam que uma parte se foi! Eles ficam tristes com a perda do seu amigo, mas sabem que precisam continuar. Então começam a olhar a estranha região que estão agora. Um deles avista o que parece ser um castelo e parte em direção dele, já que isso é a única coisa que eles encontraram nessa imensa e calorosa região. O calor parece aumentar mais e mais... os cavalos estão cansando, assim como eles. O cavaleiro tenta manter a esperança em pé. E segurando o colar em seu pescoço, pensa em seu amor, tentando arrancar uma palavra dela. Uma palavra de apoio ou que ela não o abandonou! O amor do cavaleiro por ela, o protege diante do que está por vir. E o cavaleiro sabe que algo está protegendo seus irmãos cavaleiros também. Cada um está aqui com seu objetivo. cada um está aqui evoluindo passo a passo, um de cada vez em seu crescimento. E isso que faz cada um deles, com seus objetivos continuar.  Conforme vai chegando eles começam a enxergar melhor. Não é um castelo, mas sim uma enorme entrada aquilo. Eles não imaginam o que poderia ser o que precisa para entrar naquilo, mas começam a avistar um exército se formando. O cavaleiro olha atentamente e vê que se parece com o monstro que ele enfrentou na caverna. Centenas... talvez milhares daquele que o quase matou! Os cavaleiros olham um para o outro sabendo que pode ser o seu fim. E levantando as espadas começam a marchar... aumentando cada vez mais o ritmo... endurecendo mais e mais a cada passo. O cavaleiro já viu isso! E sabe como isso vai terminar. Os quatro cavaleiros disparam rumo ao inimigo, que faz o mesmo. Quatro cavaleiros contra milhares, parece injusto não? Mas os quatro cavaleiros marchando rumo a morte certa, parece deuses descarregando sua ira nos mortais. Os gritos se misturam quando os cavaleiros colidem com o exército. Brutal! Os cavaleiros vão cruzando o campo atropelando os inimigos com seus poderosos cavalos. Os imensos monstros tentam acertar eles como podem, mas os cavaleiros estão abrindo caminho acabando com tudo que está na sua frente. Os  quatro cavaleiros vão arrancando aos poucos a vida do monstruoso exército. Uma vida, duas, três a cada segunda vai cando no lugar. O cavaleiro já viu essa cena. Viu que nada disso, levará a nenhum lugar. Mas novamente ele sabe, que senão lutar, dali jamais sairá. A batalha parece injusta, mas os cavaleiros sabem que se continuar assim, nada vão conseguir... os cavaleiros decidem se dividir. O cavaleiro e mais um parte para dentro da caverna, ou castelo, enfim, da imensa abertura que estava logo na sua frente. Enquanto os outros dois continuam varrendo o lugar, desaparecendo aos poucos dos olhos dos outros dois que estão entrando pela abertura. O cavaleiro sabe que talvez nunca vá ver eles novamente... e sente a tristeza consumindo ele no momento. Novamente amigos tombam por uma luta que não deveriam lutar. Novamente, eles estão matando, sem ao menos precisar. A luta pela vida é injusta pensa o cavaleiro. Mas sabe que é a única coisa que irá manter ele naquele lugar. Ele precisa encontrar a princesa... para assim poder continuar sua jornada, para ao lado do seu amor estar. Ele não sabe o que tem dentro da caverna. Talvez esteja apenas atrasando seu fim... mas sabe que apenas vai conseguir, dando um passo de cada vez.

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