sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Palavras



Palavras de amor, ditas, lidas, escritas. Sentidas, comidas, feridas.
Sem tempero, ao natural. Da raiz, até o bucal!
Em linhas supostamente perdidas, na descrença daquela atingida.
Apenas palavras vistas. Talvez absorvidas.
Do amor de quem aqui fala, no temor que sua saída causa.
Com dedos temerosos vendo qual letra que encaixa nesse amor que por ti marcha!
Em linhas queridas, divinas, aqui na esquina.
De luzes acesas, apagadas e perdidas.
 Desse amor verdadeiro esculpido. Sempre por ti achar desiludida!
Cortadas ao vento, divididas no desejo. 
Que essa criança em seus garranchos fala. Dizendo desse amor que não cala!
Com palavras de amor para ti, quebradas e esculpidas.
Plantadas em solo forte. Em folhas brancas, sempre relidas.
Que falam de amor, para ti querida. Ditas, lidas, sentidas. 
Da desconfiança nunca resolvida.
Daquele sentimento, que as palavras, deixam aqui escritas!

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