sexta-feira, 27 de abril de 2012

Falso, velhos, novos amores



A cada passo dado, um amor ela deixa no chão.
Acreditando que é passageiro, o sentimento do coração.
Imaginando que o tempo apaga, a dor da rejeição.

Ela caminha sem olhar para trás. Sem ver o estrago que é capaz.
Sem se importar com o coração partido, daquele amado abandonado.

Ela anda, lentamente na vida. Olhando aquele que vai se encantar.
Deixando um novo amor a achar, para mais um ciclo começar.

Que seja doce, não? Assim ela pensa.
Fechando os olhos, para a sua amarga ausência.
Que corrói o coração declarado, sem explicação, sem alarde.
Apodrecendo a esperança, do seu amado que a aguarda.

Ela vai, seguindo, sem pensar como machuca suas ações.
Fazendo um amor verdadeiro, uma pequena peça de encaixe.
Que ela completa a cada dia, sem escolher uma que agrade.

Ah, como o amor por ela arde!

Por que ela nunca esteve perto, nem quando me chama!
Por que o amor sempre esteve em dois lugares, sem se completar!
A cada passo que ela dá, pisando neles sem se importar.
Se é verdadeiro, esse amor declarado que ela joga.
Ao vento, para que um lixo abrace.

Por que ela não ama que realmente a ama.
Ela só quer que seja doce, sem amar, aquele que realmente a deseja.
Nesses dias que recusaste!

E assim ela continua, deixando o dia acabar, e mais um ciclo começar.
Com seus desejos, sempre deixando quem a ama ao vento.
Sem amar de verdade!

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