sábado, 14 de abril de 2012

O cavaleiro, livro 02 - parte 02 - Amor ou crenças


- Olhando eles daqui, vejo como são apenas peças em nossas mãos para brincar e usar! Brigam entre si! Escolhem o que nos satisfaz, sem escolher por eles próprios seus caminhos. Como são tolos!

- Não seja tão convencido disso, caro Brann! Não se passou tanto tempo assim, onde um único mortal, fez o que em toda nossa existência ninguém fez! Quem imaginaria que por amor, um mortal desafiasse até os deuses para conseguir salvar outro mortal.

- Oras, você deveria saber o que os mortais são capazes de fazer por amor, não é Minna, deusa do amor?

- Eu sei muito bem o que a força do amor é capaz Brann, deus do fogo. Só não imaginava que ainda existisse amor verdadeiro capaz de sofrer como o que esse mortal sofreu e esperar com paciência em suas lutas, o momento certo para avançar e assim conseguir esse amor salvar.

- Admira esse mortal?

- Admiro o amor que ele sente por essa princesa! Mulher de sorte, ter um homem como ele ao seu lado.

- Ele é apenas um mortal! E quem ousa desafiar os deuses não merece nenhuma admiração ou perdão! Aparecendo Krauser, o senhor da guerra.

- Suas ações foram movidas apenas por amor, e não por interesses imundos que costumamos presenciar nas ações dos mortais. Diz Minna para Krauser, que gesticula não concordando com as palavras dela.

- As ações do cavaleiro, desencadearam uma nova fase no mundo. Ao derrotar o príncipe negro que capturou  Marie, sua amada, ele mostrou que mesmo com os deuses ao lado, se ele acreditar no que busca e faz, nada poderá impedir ele de realizar. A derrota do brinquedo de Arc´Than, só mostra que eles podem nos desafiar se realmente desejam lutar pelo que acreditam. Os acontecimentos dessa ação, mostrou que eles podem viver sem nós. Que podem viver sem fé. Diz Eril, o deus supremo com o deus da justiça Gaur e o deus dos mares Sceaski juntos com ele.

- O que o cavaleiro fez, foi o maior pecado que poderia ter feito contra nós! Ele joga os mortais contra tudo que sempre acreditaram. E isso nos enfraquece a cada dia, a cada pessoa que começa a duvidar de nós. Diz Brann preocupado com a situação que se encontram.

- Eles estão em sua própria guerra agora. Ao desencadear dúvidas, o cavaleiro dividiu todos entre sua fé e crenças. Seu próprio amor, a princesa Marie, está presa em suas crenças. Duvidando das ações do cavaleiro e se afastando dele. O amor deles dois é a maior arma que podem ter. Mas ela duvida dele por escolher lutar pelo que acredita, deixando o destino de fora. Coisa que ela acredita do fundo do coração. Diz Gaur.

- Ela acredita em nós! Acredita que tudo na vida, tem seu destino escrito, e nada pode mudar isso. Diz Eril.

- A guerra do cavaleiro não é contra nós! É contra aqueles que o seguem, seus amigos e seu amor. Somos apenas o segundo plano dessa guerra que vai começar. Diz Sceaski.

- Sim! O cavaleiro pode ser a pessoa mais honrada que vi entre os mortais nessa época. Mas é nosso inimigo diante de suas ações. A guerra é inevitável, e por enquanto nada faremos diante disso. Somos deuses! E como deuses não vamos interferir no ciclo natural das coisas! Deixe que tudo irá se resolver como deve resolver, e no final, como sempre, estaremos de pé para presenciar novamente o fim e o começo de outro ciclo. Diz Eril com todos os deuses olhando no alto do templo a vida mortal, que se agita para o começo de uma guerra que poderá dividir todos, ou fortalecer as ações humanas como nunca vista.

- Todos irão cair, quando a guerra começar! E nem mortais, nem deuses irão sair inteiros dessa guerra! No final, todas minhas ações contra eles, provarão que estive certo. O destino está escrito! E as ações de todos, está apenas nas minhas mão, o deus da morte, Arc´Than. Diz o jovem deus, escondido nas sombras, distante de seus irmãos.

...

Destino...

O que pode o amor contra algo que vem de geração em geração? Amor... é tão pouco comparado ao destino que cada crença coloca em nossa vida! Os mortais hoje não sabem o que é amor! Apenas deixam a vida passar, tentando ser o melhor para seus avós, para seus pais. Satisfazendo seus desejos sem escolher por si próprios. O cavaleiro lutou contra tudo e todos pelo que acredita. Lutou para salvar a princesa Marie, das garras do príncipe negro, que com seu poder, corrompeu os reis, e a levou para seu reino. Sem ela o amar, sem ela o querer. E o amor do cavaleiro, lutando contra o falso semideus, provou que amor é mais importante que qualquer reino ou tesouro dado. E com a morte do príncipe negro, uma nova era começou.

Todos os reinos em paz. Todas as rixas de reis se acabaram com a queda do reino sombrio de Reidra. Mas alguns reinos estão ainda inseguros com essas novas decisões que estão acontecendo. Alguns reinos ainda seguem lealmente seus deuses. Outros estão duvidando, achando que as ações do cavaleiro foi prova suficiente que eles são capazes de traçar seus próprios caminhos. 

E de longe, a figura que poderá mudar tudo apenas observa o que acontece nos dois lugares... apenas esperando o momento certo de fazer a guerra começar!


Tudo ao seu tempo! Tudo ao seu tempo!

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