quarta-feira, 4 de abril de 2012

Triste


Amor... como pode um sentimento tão bonito, destruir sua alma quando quem você ama está distante!

Hoje tive um sonho, daqueles estranhos como sempre! Sonhei com ela, mas não foi aqueles sonhos bonitos. Foi tão estranho o sonho... nem, como sempre, procurava por ela em uma casa. A casa era antiga, como se tivesse abandonada, mas ela estava morando nela com pessoas. E eu procurava por ela incansavelmente por que tinha um homem também procurando por ela. Sabe aquela sensação de desespero de você ter que achar antes, por sentir que algo de ruim vai acontecer. Foi essa sensação que passei. Não irei detalhar o sonho aqui, mas no fim dele até onde sonhei (acordei antes) eu fiquei com a sensação de inferioridade, como se eu fosse um lixo sem valor. Dói essa sensação! Dói essa ausência! Essa ida sem respostas! Sem realmente dizer de fato o que sente ou aconteceu! Aquele sentimento de excluído discretamente. Colocado de canto por ser muito pouco, comparado com outro.

Tentei voltar a dormir, mas o estrago do dia estava feito! Fiquei olhando para o teto pensando, ou tentando imaginar como ela deve estar. Se pensa ainda em mim. Se ama como dizia. Muitos dizem que amor não acaba assim de uma hora para outra. Que se ela realmente me amou, ele não acabou. Mas essa ausência... esse silêncio tortuoso que me foi imposto... será que amor vale tão pouco? Não, por que eu estou aqui falando, apenas falando por respeitar o limite que ela impôs para mim. E parece que isso é tão insignificante para ela. Esse respeito e sentimento que ela sabe que tenho. Tá, eu magoei ela com a decisão de deixar ela decidir e escolher o melhor e que a deixa feliz. Mas ir sem me deixar uma resposta... se desistiu. Parou de amar. Não quer.  Ela poderia falar algo se realmente fosse essa decisão. Eu sei que se ela falasse que me odeia, continuaria amando ela por que o que sinto é verdadeiro. Mas ficar nesse silêncio. 

Me sinto tão inferior... tão... insignificante. E a cada dor que sinto no peito, me mostra o quanto sinto por ela. O quanto essa distância. Esse respeito. Esse amor. Essa promessa. Esse juramente. Essa dedicação. Essa espera. E tantas outras coisas mais que faço dói por ser verdadeira! Por realmente amar ela da forma que amo, e ver em todas as outras, apenas outras em meu mundo que ela é a única pessoa que desejo ter ao lado. Que desejo fazer feliz, como ela um dia disse fazer...  será... será que não estou valendo nada mesmo? Será que amar de verdade é pouco na vida de hoje? Por que ambos diziam amar, e agora... onde ela está!?

Sabe quando a vida se torna cinza o suficiente para que você veja que está vivo, apenas por ter medo de morrer. Estou mais ou menos assim! Tudo que sou. Toda as habilidades que tenho, conhecimento. Valem algo? Pareço tão insuficiente. Tão perdido nesse lugar. Não me vejo feliz. Não me vejo vivo. Me sinto totalmente incompleto por saber que a cada manhã, sinto um vazio enorme no meu peito. E que a única coisa que sinto nesse vazio, é o nome dela gravado a base de faca, que machuca cada segundo. Mostrando que a pessoa que mais desejo ter ao lado está longe, e simplesmente não sei mais como está.

É, talvez eu mereça isso! Talvez quis brincar de amor divino, onde um mortal tentou amar uma deusa. Que vendo o tão pouco que significa, apenas deixou partir. 

Me sinto um lixo! E dói no meu peito! Por que se não tivesse preso a promessas e limites, poderia ter lutado mais presente por esse amor! Nem que se preciso fosse ajoelhado daqui, até onde ela está.

Amor... é tão bonito... tão puro e forte. Que mesmo ausente quem ama, fico aqui, demonstrando ser mais forte do que muitos imaginam. Porra... tô demonstrando uma força homérica acreditando e tendo fé nisso que sinto dentro de mim, onde outras em um mês de tudo que passei com ela, teria ido embora, por medo de aceitar e encarar. Nessas brigas que tivemos, sempre voltamos, sentindo o amor que dizia ter. Sempre mostrando querer. E agora.... onde você está, meu amor?

Queria significar alguma coisa para você querer lutar. Mas você acha que desisti, que não amo e magoei você por deixar você escolher...

Eu te amo... e espero mesmo se me odiar, ou nunca mais querer.

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