quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Com pecado, nesse lugar tem que andar!




Oh, o sangue que em minhas mãos escorrem!
É o pecado que me condena nesse dia, em diante!

Como tamanho pecado pode ser tão cruelmente punido,
com o meu amor assim tirado e condenado?

Me leve por esses caminhos de tormento, buscando um amor
nessas trevas poder salvar! Poder libertar!

Venha barqueiro que me conduz nesses círculos de angústia.
Alimentando meus desejos da carne, minha ânsia por ouro.
Que brilha pelos traiçoeiros caminhos que escolho, onde inocentes cairão.
Pelas minhas mãos não tão inocentes, até esse inferno que para sempre sofrerão.

Vou! Buscando a única luz que satisfaz essa minha busca pegar.
E assim meu coração acalmar diante daquele que me criou roubando outros.
Sem nunca nada me dar, muito menos amor ou se dedicar.

Costuro em meu peito cada pecado que vou conhecendo.
Sabendo que tudo leva ao que sou. Tudo leva a culpa daquilo que me tirou.
Querendo corromper meu caminho com suas falsas palavras.
Que condena a todos que ouvem elas, sem nunca poderem se salvar.

Agora condeno minha alma, em busca da única luz que me faz ainda acreditar.
Lutando como posso por ela, dando minha vida e alma sem questionar.
Por que carrego em minhas mãos o sinal desse amor. E com ele, vou a todos exterminar.
Nesse lugar imundo que estou, até o primeiro caído chegar!

E assim a vida nesse lugar, a esperança deposito.
Que o amanhã sempre vai existir, para ainda poder amar!

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