domingo, 2 de dezembro de 2012

Sua coleira




E assim vejo tudo passar. Vendo tudo acabar.
Olhando o céu caindo em minha cabeça.
Vendo os deuses furiosos gritar.

Pedindo cabeças aos seus pés.
Colocando coleiras em nossos pescoços.
Mostrando seus pés sujos para lambermos para limpar.

Ouvindo atentamente seus desejos.
Para assim forte a coleira puxar.
Arrastando nossas vidas, para onde não queremos estar.

Obedecendo com o rabo entre as pernas o destino que nos dão.
Achando isso normal, sem ao menos lutar.

Vamos cachorrinho! Vamos seguir o destino que o dono mandar!
Vamos comer a comida que nos dão, sem nunca reclamar!
Deixando a coleira doer menos, quando submissos nos acostumar.

Siga o destino, escravo! 

Lamba os pés do seu dono, fazendo tudo que ele ordenar!
Role no chão! Morda quem contraria a vontade dele!
Late forte contra aqueles que são contra!
E quem sabe sua barriga ele vá coçar...

Seja submisso cachorrinho as suas crenças!
Fazendo seus donos no chão você deitar...
Aceite o que mandam, cachorra submissa!
Até o dia deles te abandonar...

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