domingo, 12 de janeiro de 2014

Limite



Lá vem ela, sem rumo.
Apenas olhando, a próxima vítima que vai pegar.
Sem mostrar de onde veio, apenas dizendo ser de outro lugar.
Olhando escondida, escolhendo o próximo, que vai se deitar.

Venha... venha com seu fogo. Venha!

Ela caminha pelas sombras, onde ninguém pode achar.
Deixando o vento levando, sem ninguém sentir ou cheirar.
Dançando sem amor, até onde a coleira vai deixar.
Presa em seu mundo, que ela julga estar fadada a aceitar.

Dance... dance açúcar negro. Dance!

Sem amor pelo próximo, ela começa a rodar.
Desrespeitando os sentimentos, com seus pés ela vai chutar.
Escolhendo aquele homem, que ela vai brincar.
Girando, ela contorna sua vítima.
Exalando aquele perfume, que faz o homem ajoelhar.

Gire... gire meu amor. Gire!
Mostre para todos, a doçura que expressa ao olhar.
Gire... gire meu amor. Gire!
Saciando seus desejos, sem ninguém questionar.
Tocando seus corpos, tentando todos a provar.

Passando novamente, o que quer, em primeiro lugar.

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