terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Senhor da escuridão




Olho pelo espelho do destino meus caminhos, e eles me levam a você!
E duvidando da minha essência, luto pela liberdade de um amor declarado.
Amor amaldiçoado pelo meu deus! Caído, traído. Que ironia.
Séculos me negam a felicidade, com chicotes no meu caminho.
Arrancando minha pele no banho de sangue dessa fé possessiva.

Ah trevas que habita meu peito, onde está meu amor por direito?
Negado por todos nessa vida, sem um sorriso, um olhar ou um beijo.
Afundando meu corpo na solidão. No meu castelo. Nesse tempo que agoniza.

Deus, deus seguido por todos, mas vingativo. Por que me nega o amor?
Confronto a ti, amaldiçoado e caído, por aquela que me tiras em vida.
Negando-me até em morte seu toque, deixando-a perdida.
Nos braços do seu filho caído, sendo que ela é minha.

Sinto essa dor tortuosa na escolha que cai em meus ombros.
Cuspindo nos seus pés da humanidade por tirar minha cria.
Tirando tudo que eu tinha, apenas por ambição e tirania.

Onde está a segunda chance, deus bondoso? 
Disfarçando a esperança, nessa máscara divina.
Engana todos, com promessas e alegria.

Olho o que fiz por você em vida e caído, vi que nada servia.
Abraçando a escuridão da minha alma, pela sua promessa, sua mentira.

Eu sou seu erro! Seu pecado! Sua sina!
O mal encarnado em fúria e vingança, por sua história obedecida! 
Aquele que o amor nega, tanto em morte, como em vida!

Olhe as sombras daquilo que cria, deus bondoso!
Por que estou observando sua arrogância , nessa amaldiçoada prisão.
Onde a escuridão é meu domínio. Senhor de tudo em que a alma é perdida.
Sentado em meu trono esperando meu amor, onde o tempo morre e se inicia.

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